O Kaapora - Núcleo de Vivência Agroecológica foi criado em 2009 por estudantes dos cursos de Biologia, Eng. Florestal, Agronomia da Universidade Federal do Amazonas - UFAM e estudantes de pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - INPA. O nosso principal objetivo é praticar agroecologia e para isto realizamos puxiruns no nosso Sistema Agroflorestal - SAF em uma área a esquerda do bloco U no mini-campus da UFAM. E agora contamos com mais este espaço para divulgar nossas atividades e contribuir para o avanço desta ciência!

Kaapora, do tupi-guarani: aquilo ou quem vive no mato (caapora, caipora).

Se quiser nos fazer uma visita ou "meter a mão na massa" nos envie um e-mail: kaaporasnaamazonia@gmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Noticias do SAF

Fala pessoar, estive fazendo uma visita ao SAF hoje e vi algo que achei caído. Literalmente, uma pupunha está lá no chão. Acho que a safada da cotia foi atrás do palmito dessa vez. Foi retirada de uma maneira bem esquisita, parece que foi um animal mesmo. Ou um homem sem ferramentas... enfim...

Há sementes de adubação verde para colher. Guandu e uma outra que eu eskeci o nome, n sei se é a Tefrosia. Além de cosmos.

Queria dar conitnuidade aquela ilha que começamos. Expandi-la um pouco mais até chegar ao açaí que tem ali próximo. Portanto estou convocando a galera pra um mutirão na quinta e outro na sexta pra fazermos esses dois serviços, na parte da tarde, depois o almoço, até a hora que for. Coleta de sementes e expansão da ilha de fertilidade. Ou se a galera se organizar direitinho, aqui entenda-se arrumar uma boa quantidade de espécies e mudas, podemos fazer uma ilha em outro local.

De qualquer forma é interessante que os senhores comecem a juntar desde hoje, aliás podem juntar sempre, as sementes e estacas que vão ocupar a área. Como abóbora, mamão... aquilo tudo que já sabemos. Na casa do Mateus e Zé há umas mudas de pataua e açaí do AM que poderíamos aproveitar. Eu tenho algumas taiobas, pouca coisa, que está em excesso lá em casa e posso levar. Telminha náo tem nada da galera não convencional? Sementes, mudas, estacas? Henna, como está a galera na tua casa, não tem nada em excesso pra levar?

As sementes de cosmos, guandu e dessa outra adubadeira, nós podemos usar de lá mesmo. Há umas manivas de mandiocas jogadas por lá que podemos reaproveitar. A vinagreira pega de estaca? Se sim, acho que podemos pegar umas de lá também. Seria legal se tivermos mais celosia tb... Precisamos de mais espécíes, de mais nichos ocupados, galera, vamos lá, vamos plantar antes que a chuva se vá...


Não esquecer de ir de botas ou tênis, manga e calça compridas, levar um litro de água, pelo menos, e frutas e castanhas para degustar. Seria massa tb se alguém pudesse levar uma máquina que retire imagens.

Bjos e abraços, Jeremy.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Convivencia com os calouros da BIO - UFAM

Como primeira mega atividade do ano estamos organizando um trote agroecologico com os calouros da UFAM, de primeiro serão os da Biologia, mas tbm vamos divulgar para que todos interessado possam ir! Então aguardem mais postagens sobre o evento e preparem muito fôlego, água e sorrisos!!!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Manejo do SAF, 7 a 20 de fevereiro de 2011

Oi povo das mão verde...

Nossa áreazinha apresentava um aspecto de abandono devido às férias e à volta das chuvas que fez o verde espalhar-se.

Caminhando, abriram duas passagens pelo SAF, o que acabou levando a morte de uma copaíba e uma palmeira.

Tenho feito capina seletiva para acelerar processos de disponibilização de nutrientes e ciclagem com serapilheira mais abundante, além de deixá-lo com cara de "manejado". Desafogando algumas plantas 'queridas' e eliminando as agressivas. Conseguimos fazer uns dois terços da área.

Há infinitos espaços (nichos) a serem ocupados por espécies úteis no nosso sistema após essa capina. Penso que com o nível de água desse período, poderíamos inserir nas bordas das valas: inhame e taioba, continuando o enriquecimento como fizemos naquela ilha próximo a banana alta (nucleação). Onde vivem o cariru, crajiru, milho, celozia, vinagreira, espinafre, caju, açaí, cosmos... Ainda muitas outras que temos facil acesso podem participar.

Creio que poderíamos fazer linhas (super-) adensadas alternando ingá (C. Cajan, Tefrosia tb) e mandioca (ou macaxeira) de 50 em 50 cm em todo o SAF. Confiando na minha brevíssima experiência aqui, parece que a lixiviação, decomposição e ciclagem são aceleradíssimos. Observando as florestas, uma camada de serapilheira bem grossa - bem grossa mesmo - tem importância fundamental para que o solo e a comunidade vegetal PRODUTIVA E ABUNDANTE se desenvolvam. Por isso do super-adensamento.

Também queria inserir MUITOS abacaxis, que permitem delimitar caminhos com seus espinhos. Necessitamos deles...


Vamos devagar manejando, manejandinho.

Abra e saudações a todos, Jeremy.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Inicio dos puxiruns de 2011

cariru-de-espinho (Pereskia bleo)

O Cio da Terra

Composição: Milton Nascimento / Chico Buarque

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão

 
 Feliz 2011 para todos agroecólogos espalhados pelo mundo!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Textura e parede estrutural de cozinhas com barro e argila


Bioarquitetura da terra. Assim o bioconstrutor Tomás Atxondo define seu trabalho em bioconstrução de Cozinhas da Terra. Pela primeira vez em Manaus, ele dará um workshop, que acontecerá nos dias 18 e 19 de dezembro, sobre a técnica oriunda da permacultura, cujo termo significa cultura permanente, o que quer dizer integrada. Seu fundador foi Bill Mollison e seu co-fundandor foi David Holmgren.
 
Segundo Tomás Atxondo, o objetivo do curso é proporcionar um espaço estruturado de barro usando a técnica de pau-a-pique (técnica que consiste em fazer um entremeado de bambu que é preenchido com barro), na construção de fogões feitos na medida das panelas. “Isso proporciona um aproveitamento eficiente quanto ao rendimento calórico e o pouco consumo da lenha”, afirma.

Tomás Atxondo já desenvolveu a permacultura no Chile, no Brasil, no Peru, na Colômbia e no México, onde vive atualmente. É nela que ele encontra a bioarquitetura, a horta espiral biointensiva ou orgânica, o teto verde, a cozinha de terra, o banheiro seco compostável, enfim, todas tecnologias integradas com a terra.  

Para Tomás, o fundamental na filosofia da permacultura é que ela proporciona um estudo-análise da observação da natureza do lugar pra compreender como é o funcionamento do ecossistema desde sempre, antes de pensar uma estrutura. 

Além de todos esses cursos, Tomás também realiza palestras com abordagens voltadas para a análise de setores e zonas no desenvolvimento de projetos.  O objetivo, segundo ele, é desenvolver o planejamento estratégico quanto a energias renováveis e fatores naturais externos ao sítio onde se quer levar à cabo um projeto da maneira mais eficiente possível, enquanto a energia que foi sempre presente no lugar. 
http://bioconstruindo.webs.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Oficina Bioconstrução com Bambu: Uma Alternativa Sustentável

A Oficina será realizada no dia 01 (quarta) de 14:00 às 18:00 na sala 43 da FES (Faculdade de Estudos Sociais) no ICHL/UFAM. Das 14:00 as 16:00 acontecerá a parte teórica da oficina e das 16:00 as 18:00 a parte pratica.


As fotografias mostram um exemplo das estruturas que construiremos na parte prática da oficina. Estas fotos são de uma bioconstrução feita pelo Capim-limão do RJ e foram gentilmente cedidas pelo Jerê.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Oficina Bioconstrução com Bambu: Uma Alternativa Sustentável


       O Kaapora – Núcleo de Vivência Agroecológica fará uma oficina de Bioconstrução com Bambu: Uma Alternativa Sustentável, na primeira semana de dezembro (dia 1 ou dia 2) no Mini-campus da UFAM.
       Esta oficina é parte integrante da Mostra Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão – MIEPEX e consistirá de uma palestra teórica com duração de 2 horas, ministrada pelos Drs.: Ruy Alexandre de Sá Ribeiro e Marilene Gomes de Sá Ribeiro (Pesquisadores do INPA - CPPF) e uma atividade pratica que será realizada pelos membros do Kaapora em sua área experimental, também no campus da UFAM. O público alvo são os estudantes de graduação das diversas instituições de ensino superior de Manaus.
       A Palestra abordará os seguintes assuntos:
                - Espécies e variedades de Bambu do mundo e amazônicas
                - Centro de Origem e domesticação
                - Ciclo de vida
                - Manejo: Plantio, Colheita, doença e pragas
                - Escolha da espécie de acordo com o uso
                - Tipos de tratamento
                - Formas de encaixe
                - Usos no Brasil e no mundo, em escala industrial e artesanal
                - Projetos desenvolvidos na Amazônia
       Na parte prática faremos uma composteira, um viveiro e uma sementeira com bambu, além do plantio de mudas e teoria sobre o corte.